Promessa de que o Waldomirão estaria pronto para o Baiano 2018 não foi cumprida pelo governador

Promessas do governo para garantir a participação do Jequié (ADJ) na disputa do Baianão 2018 não vem sendo cumpridas, e isto pode criar outras dificuldades para as pretensões do time, que vão além de se manter na primeira divisão. A diretoria e apoiadores trabalham no sentido de o time continuar com essa surpreende campanha, consequentemente alcançar posições outras como a garantia de participar de competições como Copa do Brasil, Copa do Nordeste e Série D do Campeonato Brasileiro. Ninguém se pronuncia publicamente sobre o assunto, mas o caldeirão ferve nos bastidores e o silêncio pode ser quebrado em uma questão de tempo e muita coisa deve ser colocada em público.

Nesse primeiro momento, o Blog jequieeregiao.com.br relata as promessas não cumpridas pelo governador Rui Costa de deixar o Estádio Waldomiro Borges pronto para a competição iniciada em 21 de janeiro de 2018. Todos se recordam que, ao descer de helicóptero no centro do gramado, acompanhado de deputados, prefeitos, vereadores, secretários, presidente da Federação e outros, em julho de 2017, numa encenação pirotécnica, o governador e aliados prometeram mundos e fundos. Numa tentativa de conquistar o torcedor, de cara, Rui Costa prometeu um investimento de R$706.672,80. Contudo, sete meses depois dessa primeira aparição a realidade é totalmente diferente, ou seja, as obras se arrastam a passos de tartarugas, frustrando os menos avisados que esperavam outro tipo tratamento, mas nesse governo quase sempre é assim: as obras começam e ninguém sabe quando vai terminar, bastar lembrar a ampliação do HGPV.

Um dos maiores problemas do Waldomiro Borges é a iluminação. A total reformulação dos refletores foi uma das exigências da FBF e uma das principais garantias anunciadas por Rui Costa naquela data. Soube prometer que tudo ficaria concluído antes do campeonato, mas os jogos realizados no Waldomirão até agora somente aconteceram porque a prefeitura contratou um gerador de energia elétrica e adotou outras providências. Os improvisos tem sido uma marca. O máximo que o governo estadual fez foi à instalação de uma pequena torre no centro e meia dúzia de refletores no alto da cobertura da arquibancada. No último jogo, por exemplo, o árbitro apontou na súmula que as condições do estádio são irregulares. Foi generoso. Ao entrar em campo minutos antes da partida contra o Atlântico, o quarteto de arbitragem viram os bancos de reservas sendo instalados naquele momento, evidenciando que o governo não aprontou a praça esportiva para o Campeonato. E não é só isso.

A construção dos novos vestiários não avança. Os times estão usando os antigos, que passaram por reparos providenciados pela prefeitura, diga-se de passagem. Como não foram construídas as novas cabines de rádio, foram feitas melhorias nas atuais. E o alambrado? Quem esperava a prometida modernização do Waldomiro Borges, observa a colocação de telas que já não se utiliza mais. Novos sanitários, rampas de acesso e outras iniciativas vem sendo executadas pela prefeitura. Alias, não fosse a participação da prefeitura, dificilmente o estádio estaria funcionando. Cadê os 60 operários que vinham trabalhando para acelerar as obras? Até quando a reforma vai se arrastar? Quando o governo estadual prestará contas publicamente dos R$706.672,80 disponibilizados para as obras? É preciso cobrar porque um investimento desses para um governo como o do Estado da Bahia representa muito pouco, ainda mais para uma cidade tão carente como Jequié.

Promessa de que o Waldomirão estaria pronto para o Baiano não foi cumprida