Diretor do SindSaúde detona Rui Costa quanto a terceirização no HGPV: “A forma de acesso ao emprego não é justa”

Enquanto o governador Rui Costa concedia entrevistas, fazia selfies e era tratado como um pop star, totalmente blindado pelos seus assessores para dificultar o acesso da população, do lado externo do Hospital Geral Prado Valadares, pequenos grupos promoviam manifestações buscando, de todas as formas, chamar a atenção das autoridades e dos profissionais de imprensa presente no local, nesta segunda-feira (21MAIO18), durante a inauguração da nova ala do hospital, que ganha uma emergência bem equipada. Um grupo estendia uma grande faixa em que solicitava a convocação de habilitados no Concurso da PM 2017. Não é a primeira vez que eles cobram a atenção do governador.

Ao mesmo tempo, outro grupo cobrava do governador respeito e valorização ao SUS. Com um banner erguido, Djalma Rossi, diretor do Sindicato dos Trabalhadores em Saúde do Estado da Bahia (SindSaúde), condena a maneira como o governo baiano vem tratando os profissionais da área. Em entrevista ao repórter Dell Santos (Jequié FM 89,7), Rossi, que também é presidente do Conselho Municipal de Saúde de Salvador, não poupou criticas ao Governo de Rui Costa. Afirmou que não concorda com a forma com a qual o governo do estado vem tratando o servidor, sem reajuste há três anos, além da precarização dos serviços. Cita constantes atrasos de salários por parte dessas empresas terceirizadas e defende realização de concurso público. “Esse modelo de privatização temos procurando combater. A forma de acesso ao emprego não é justa”, criticou o representante dos trabalhadores. Questionado pelo repórter Dell Santos sobre a falta de diálogo do governador com a categoria, Djalma Rossi, disparou: “O SindSaúde já apresentou sua pauta de reivindicações diversas vezes, e o governador, que deveria ser mais democrático pela sua origem, não tem atendido a categoria para ouvir seus pleitos para melhorar o trabalho e a situação dos trabalhadores não podem continuar recebendo menos que o salário mínimo”. Também afirmou: “Para nós trabalhadores, a saúde está capenga, pois se por um lado tem melhorando do ponto de vista do equipamento, mas desqualifica o servidor público”. A entrevista completa nesta terça-feira (22), às 6h30min. no Programa Bom Dia Jequié (Jequié FM 89,7).

Foto: Dell Santos