Delegados substitutos decidem voltar ao trabalho

Depois que 200 delegados de polícia em função de chefia entregaram os cargos em protesto contra a reforma administrativa proposta pelo governador Rui Costa, as cidades que precisam de delegados substitutos ficaram desassistidas de terça-feira (11dez18) até agora. Nesta sexta, 14, porém, o sindicato da categoria anunciou o retorno ao trabalho. A decisão foi tomada em assembleia realizada em Salvador e contou com representantes da capital e do interior. A principal queixa da categoria é a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que impõe o salário do governador, de R$ 22 mil, como teto para os servidores públicos. Segundo o presidente do Sindicato dos Delegados de Polícia do Estado da Bahia (ADPEB), Fábio Lordello, a decisão desta sexta-feira foi um voto de confiança depois que o secretário da Segurança Pública, Maurício Barbosa, se reuniu com os chefes dos departamentos policiais. “A categoria vai suspender temporariamente a decisão adotada em um voto de confiança nas negociações”, afirmou Lordello. O que a proposta que está tramitando na Assembleia Legislativa da Bahia diz, na prática, é que nenhum funcionário público do estado poderia ter salário superior ao do governador, mas alguns delegados têm rendimentos que superaram esse teto. Segundo o sindicato, se essa medida for aprovada, parte da categoria terá perdas na remuneração que podem chegar a 40%.

Um dia depois dos delegados entregarem os cargos o secretário da Segurança Pública convidou os dirigentes dos departamentos policiais para apresentar detalhadamente a proposta feita pelo governador. Segundo o Estado, a categoria não terá perdas salariais. Durante o encontro foram feitos ajustes no texto e as mudanças foram encaminhadas para aprovação do governador. Com a aprovação por governistas e oposição, a matéria segue agora para votação em dois turnos no plenário, que devem acontecer na próxima semana – na segunda (17) e na quinta-feira (20).