SÉRIE: CEMITÉRIO DE OBRAS PARADAS – a saga continua. Parte I

Obras que não são concluídas, provocando prejuízos incalculáveis para a população. Esta é uma realidade antiga presente nos quatro cantos de Jequié. Muitas delas estão escondidas pelo matagal, por tapumes e muitas delas estão abertas ao olhar de todos, o que motiva uma crescente insatisfação aos que assistem tanto dinheiro aplicado sem serventia ao povo. Da relação constam obras tocadas pelos governos federal, estadual e municipal, sendo que algumas foram transformadas em verdadeiras lendas urbanas, já que eram para ter ficado prontas faz tempo. Quais os motivos de tanto dinheiro público colocado em obras que insistem em não ser concluídas? Quais as razões para essas obras nunca ficarem prontas? É burocracia, falta de planejamento, incompetência? E afinal, o que pode ser feito para viabilizar a retomada dos trabalhos e assim fazer girar a economia local, criar oportunidades de trabalho, recolocar o Município no caminho do desenvolvimento? As gestões públicas costumam apresentar justificativas que, para a população, não passam de meras desculpas para tentar justificar o injustificável.

O Blog jequieeregiao.com.br percorre, novamente, o município de Jequié, visitando o que pode ser considerado um grande Cemitério de Obras Paradas, visitando as regiões do Jequiezinho, Mandacaru, São Judas Tadeu, Joaquim Romão e Curral Novo. Por toda a parte registros de lamentações e desesperança. “Passamos décadas sonhando com a construção de uma praça. Festejamos o início das obras que já estão paradas. Estamos preocupados que o nosso sonho vire pesadelo como ocorre em várias outras localidades”, disse Neto, morador do bairro Espirito Santo, ao lamentar a paralisação dos serviços de construção da “Praça do Bolo”, iniciada em fevereiro e que nesta sexta-feira (17mai19) não tinha nenhum operário trabalhando. Por essas e outras, ecoa na cidade o grito: Coitada de Jequié.


A construção da “Praça do Bolo” foi iniciada no dia 07 de abril/2019, com prazo de entrega quatro meses depois.