Laninha classifica trabalho dos vereadores de oposição um marco histórico no combate à corrupção

O afastamento do prefeito Sérgio da Gameleira, por 60 dias, por determinação do Tribunal Regional Federal 1ª Região (TRF1), ocorrido na semana passada, não pegou a vereadora Laninha de surpresa. Pelo contrário. Para ela, a medida era esperada diante das gravíssimas denúncias protocoladas pelos vereadores de oposição. “O trabalho dos vereadores, assim como o que vem sendo feito pelo Ministério Público Federal, Polícia Federal e Controladoria Geral da União representa um marco histórico em Jequié no combate à corrupção”, observa a vereadora.    

Segundo Laninha, a preocupação aumentou muito a partir das revelações estampadas na reportagem do Correio que trouxe o título: “Valores desviados na prefeitura de Jequié passam dos R$ 14 milhões, diz delegado”, se referindo a informações do delegado federal responsável pelo inquérito no que diz respeito ao contrato com uma cooperativa, cujo valor global era de R$29 milhões. Foi justamente as supostas irregularidades deste contrato com a terceirizada de mão de obras que desencadeou a Operação ‘Guilda de Papel’, no último dia 15set20, na qual o prefeito Sérgio da Gameleira (PSB) foi afastado. O TRF-1 também ordenou o cumprimento de 10 mandados de busca e seis medidas cautelares diversas nas cidades de Jequié e Feira de Santana, esta última sede da Ativacoop, alvo de investigações.

Laninha lembra que o Correio informou na reportagem que “segundo o delegado federal responsável pela operação, Jorge Vinícius Gobira Nunes, mais de 50% do valor deste contrato firmado em 2018 era formado por cláusulas ilegais no contrato, como cobranças por eventuais demissões e um pagamento de uma taxa de “Avanços Sociais” que nunca chegava ao bolso dos cooperados. Com isso os desvios chegam a cerca de R$ 14,5 milhões”.

“As investigações têm trazido revelações bombásticas e muita coisa ainda virá à tona”, destaca a vereadora. “Na prática não funcionava como uma cooperativa e sim como uma empresa que superfaturava os contratos através de cláusulas ilegais que geravam um aumento de mais de 100% nos valores pagos pela prefeitura de Jequié”, explicou o delegado ao Correio. “Esperamos que tudo isso seja passado a limpo e que essa tempestade passe e a nossa cidade se livre dessas práticas que tanto mancham a sua imagem”, conclui. O prefeito afastado e a cooperativa não se manifestaram publicamente até hoje. (Na imagem alguns dos vereadores da bancada de oposição na sede da PF em Vitória da Conquista).